DJ e produtor promove festa funkeira no Pepsi On Stage

Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

 

Um dos maiores produtores de funk do país, Dennis DJ traz seu baile a Porto Alegre hoje no Pepsi On Stage (veja informações no roteiro da página 8). Natural de Duque de Caxias (RJ), Dennison de Lima Gomes já integrou a equipe Furacão 2000 e é responsável por hits antigos – como Cerol na Mão, do Bonde do Tigrão, e Vai, Lacraia, do MC Serginho & Lacraia – e novos do gênero, como Malandramente, feita em parceria com os MCs Nandinho & Nego Bam. Seus sucessos marcarão presença na festa desta noite, que contará com participações especiais.

– Desta vez, convidei Kevinho e Buchecha e tocarei meus hits de hoje e sempre, além das novidades. Pra completar, temos a nossa crew com os anões, sósia, efeitos e tudo que temos direito para levantar o astral do pessoal – destaca o DJ e produtor de 37 anos.

 

Dennis conta que há quatro anos resolveu criar um baile próprio para chamar convidados e mostrar as musicas que trabalhou.

– Sempre produzi e toquei, foram anos à frente dos bailes que não levava o meu nome, mas o pessoal ia pra me ver tocar, além dos MCs. O baile é o baile que eu gostaria de ir, tem tudo que os grandes DJs do mundo têm em termos de estrutura e nossa marca registrada. É uma experiência – garante.

Com o show proporcionado pelo baile, Dennis passou a ser chamado de “David Guetta do funk”.

– A comparação com o Guetta é muito por conta de eu ter sido o primeiro DJ brasileiro a fazer do show um espetáculo visual e performático. Saí de trás da mesa pra pular em cima dela, assumi o microfone e interagi com a galera. Ninguém fazia uma multidão sentar no chão no meio de um show, ninguém colocava um sósia caminhando sobre a multidão dentro de uma bola. Para mim, o DJ é um artista, é o condutor de uma viagem que pode conter fogos, efeitos e variedade – aponta.

Três perguntas para Dennis DJ:

Como você avalia o atual momento do funk brasileiro, no qual há uma tendência de absorver ritmos latinos como o reggaeton?

O funk é pop e sendo pop ele pode e deve flertar com todo ritmo que converse com ele e com o público. Misturei com os beats da EDM , com o sertanejo é também com a pegada Latina. Quando Claudia Leitte me procurou, não foi no funk ou no som da Bahia que nos inspiramos, mas na pegada latina que hoje desponta no mundo. O funk é filho do mundo, nasceu nos Estados Unidos, em determinado momento cresceu no RJ em SP e agora no Brasil inteiro. O funk é democrático e tudo aceita desde que o povo goste.

O que mudou de funks antigos que você produziu, como Cerol na Mão, para hits mais recentes, como Malandramente?

Cada música é um reflexo do nosso tempo, é também uma expressão do povo. As gírias, os modismos, a vida cotidiana estão sempre embalados ali. É difícil fazer comparação e cada musica tem sua força, sua identidade. Há uma “malícia”, um chamado a quem escuta, uma convocação a entrar no clima, que não muda. Difícil comparar, melhor ouvir e se entregar ao efeito que cada canção produz em você. Estou há 20 anos acompanhando esse movimento mas não tento racionalizar, vou fazendo, seguindo o flow.

Mesmo o funk sendo um dos ritmos mais populares em todas as camadas sociais do Brasil, ainda há quem o veja com preconceito. Há um projeto de criminalização do gênero. Como você encara isso?

A ideia é tão preconceituosa e sem propósito que não deveria nem merecer atenção. Vivemos em um país onde o crime de corrupção, que sangra a sociedade, é algo muito mais preocupante e lesivo. Nossas cadeias não comportam nem os criminosos. Eu sou um trabalhador desde os meus 16 anos, sempre no mundo do funk. Meus shows geram inúmeros empregos diretos e indiretos. Os bailes idem. Em um país onde os índices de criminalidade, corrupção e desemprego são altíssimos, querer criminalizar quem faz a alegria do povo é uma ideia sem propósito.

BAILE DO DENNIS
Sexta-feira, às 23h, no Pepsi On Stage (Rua Severo Dullius, 1.995).
Ingressos, em 2º lote, custam R$ 55 (pista promocional feminino), R$ 85 (VIP promocional feminino), R$ 100 (pista inteira feminino), R$ 160 (VIP inteira feminino), R$ 85 (pista promocional masculino), R$ 125 (VIP promocional masculino), R$ 160 (pista inteira masculino) e R$ 240 (VIP inteira masculino). Para ingressos promocionais, é indispensável a doação de 1 kg de alimento não perecível ou um agasalho na entrada do evento.
Pontos de venda sem taxas: Youcom Bourbon Wallig e The Bronx Barber Shop (Assis Brasil, 545).
Pontos de venda com taxas: lojas Youcom (Shopping Praia de Belas, Iguatemi, Bourbon Ipiranga, BarraShoppingSul, Bourbon Novo Hamburgo e Canoas Shopping), pelo site blueticket.com.br e pelo aplicativo Vamo APP. Classificação: 18 anos.

 

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/